domingo, 19 de outubro de 2014

Dia com amigos da AME-Rio (Parque Natural Municipal da Catacumba)

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De lua de mel pela cidade maravilhosa, tive a grata satisfação de ter sido convidado pelos amigos meliponicultores Wincler e Sérgio, sócios da Associação de Meliponicultores do Estado do Rio de Janeiro (AME-Rio), para uma tarde bastante agradável com as abelhas no Parque Natural da Catacumba, situado as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Assim que chegamos ao local fomos recebidos oficialmente pelo gerente do parque que nos contou a história de sua criação. O local, atualmente em processo de recuperação avançado de flora e fauna, foi da década de 70 uma favela. A gestão municipal à época retirou a população do local, tratou, recuperou e deu início a criação oficial do parque de preservação ambiental da catacumba. 



No local há um pequeno meliponário modelo que serve de instrumento de capacitação e educação ambiental. Esse trabalho da AME-Rio junto aos parques no Rio de Janeiro tem sido muito importante para o crescimento e expansão da meliponicultura. Há uma atividade semelhante realizada na Floresta da Tijuca.


No local temos algumas caixas de Mandaçaia, Iraí e Jataí. Todas muito bonitas e bastante populosas. As caixas usadas são as projetadas pelo meu querido amigo Pedro Paulo Peixoto que, muito embora respeite, não gosto pelo fato de dificultar, na minha humilde opinião, o manejo quando da presença de mel nas colônias.


A convite do colega Wincler realizamos a multiplicação de um enxame de mandaçaia (m.q.q.), Para os que não conhecem a mandaçaia do sul (também conhecida com Mandaçaia quadri quadri), trata-se de uma melipona extremamente dócil e com mel de sabor bastante agradável. Sua principal característica é a grande presença de resina e barro dentro dos enxames.



No passado já tive por aqui, mesmo não sendo nativas de minha região, essas abelhas em meu meliponário. Todavia não tive muito sucesso pois o clima quente e seco do RN foi um complicador no manejo, tendo em vista que são nativas de regiões mais frias. Na verdade hoje sou adepto da seguinte tese: cada "abelha" no seu galho!!! Ou seja, cada meliponicultor deve manejar as abelhas de sua região. Isso evita muitos problemas, especialmente o enfraquecimento dos enxames a longo prazo pela limitação de enxames naturais.  



Enfim, foi uma tarde muito rápida, mas bastante agradável. Tivemos a oportunidade de trocar algumas experiências, fato este que fortalece muito o conhecimento entre amigos meliponicultores. Agradeço imensamente aos meliponicultores da AME-Rio pelo convite. Espero na próxima visita ao Rio de Janeiro ter mais tempo para participar oficialmente de alguma reunião desta Associação que tenho um grande carinho.


Natal, em 19 de novembro de 2014.



Att,


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão




Obs: Agradecimento especial a minha amada esposa Marcelle Thurner que, muito embora não esteja nas fotos, estava em todos os momentos ao meu lado, exceto na hora da abertura das caixas por que até hoje, mesmo eu mostrando que as abelhas são completamente inofensivas, ainda morre de medo das minhas meninas abelhas sem ferrão, rsssssssssss.... 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mais fortes do que nunca...

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Devido a minha mudança para capital do Estado, tenho andado longe das minhas poucas colônias de Jandaíra que estão em Mossoró. Todavia, nesta última semana retornei a minha cidade querida rapidamente para uma reunião de trabalho e aproveitei pra fazer uma inspeção nos enxames.

Confesso que estava bastante apreensivo com o atual estado das meninas, muitos dias sem fazer nenhuma vistoria é fato bastante atípico para quem, mesmo longe, sempre se lembra das incansáveis trabalhadoras do campo.

Mas bastou abrir a primeira caixa pra toda preocupação ir embora. Na medida que inspecionava os enxames constatava a excelente qualidade da população e reservas de mel e pólen, fruto de nosso trabalho diário de seleção das melhores colônias para multiplicação, combinado com as favoráveis atuais condições climáticas da região (estamos no final do período de chuvas e por isso ainda há muitas flores no campo).

Foi aí que lembrei de uma curiosa história publicada pelo meu querido amigo além-mar, Joaquim Pífano, nobre apicultor português dono do blog: www.montedomel.blogspot.com, o qual recomendo a todos sua leitura.

Se não me falha a memória, conta a história que, certa vez, um apicultor estava há muitos meses sem cuidar de seus enxames e já tinha por certeza até a perda das colônias pela sua ausência (por algum motivo justificado).

Triste, porém esperançoso resolveu inspecionar o enxames que já se encontravam em estado de abandono. Ao se aproximar do apiário foi observando o mato alto, cobrindo quase que toda visão dos cavaletes que faziam a sustentação das colônias.

Na medida que se aproximava uma coisa bastante curiosa o animava, o zumbido produzido pelas abelhas estava a ficar cada vez mais forte. Ao abrir a primeira caixa a surpresa foi do tamanho da sua apreensão. Todas as colônias estavam mais fortes do que nunca.

Foi desse relato que eu cheguei a seguinte conclusão e repasso essa lição a todos os meus queridos amigos meliponicultores: as abelhas não precisam de nós, nós é que precisamos das abelhas..rsssss!!!!

Boa semana a todos.

Natal\RN, em 14 de julho de 2014.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão



Abaixo segue foto dos enxames: 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os Bombons protéicos do Cappas...

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Nesse período de abundância de alimento no campo, pouco nos preocupamos com a alimentação das abelhas. Na verdade, há um maior atrativo pelo néctar e pólen das plantas em vez da alimentação artificial, tendo em vista se tratar do alimento natural das abelhas. 

Mesmo assim, nos enxames mais novos torna-se importante fornecer alimento artificial para facilitar o crescimento dos enxames ou mesmo ajudar a estimular a postura das rainhas.

Assim sendo, vou, mais uma vez, ensinar uma receita já conhecida dos amigos meliponicultores, pórem fornecida de maneira bem interessante.

Trata-se dos famosos bombons do Prof. João Pedro Cappas, famoso pesquisador português de insetos sociais. O Cappas, como é mais conhecido, desenvolveu um método para fornecer a ração proteica, uma espécie de bombom de pólen artificial à base de extrato de soja ou levedo de cerveja que substitui o pólen natural.


A receita é simples e consiste basicamente em misturar: extrato de soja (cerca de 500g); mel puro de apis (100ml) e um pouquinho de pólen colhido da caixa das abelhas. Recomendo sempre usar mel puro, nunca xarope, pois este último facilita a proliferação de bolor.


É importante colher o pólen de algum pote das colônias pois esse alimento possui microrganismos que irão fermentar o alimento artificial. Sem ele há receita não dá certo por que as abelhas não aceitam o alimento sem está levemente fermentando. Além disso, a ração fica com o mesmo gosto do pólen das abelhas, sendo assim mais palatável.


Misturamos inicialmente tudo com uma colher e na medida que massa for tomando forma vamos usando a mão mesmo. Pra saber o ponto ideal basta verificar se a massa está grudando nas mãos, caso positivo acrescente mais extrato de soja até a massa ganhar liga e torna-se homogênea.

Feito isso colocamos a massa num recipiente com tampa e deixamos a ração fermentar por aproximadamente 15 (quinze) dias. Esse é o tempo necessário para a massa ganhar as mesmas qualidades do pólen natural que foi misturado no preparo da ração. Após esse tempo ela apresentará uma coloração marrom. Ficará com o cheiro e gosto muito similar ao alimento natural das abelhas.


Agora é que vem o truque do bombom para facilitar a aceitação da ração artificial nas abelhas. Para fazer os bombons vamos precisar de cera bruta de apis, um palito para churrasco e a ração pronta.


O primeiro passo é fazer bolinhas do tamanho natural do pote de pólen das abelhas que vamos fornecer. Em seguida basta a gente derreter um pouco de cera natural das abelhas europeias em algum recipiente. Eu costumo fazer isso no próprio microondas, pois é bem mais rápido que o processo em banho-maria.


Depois furamos com o palito de churrasco as bolinhas da ração e mergulhamos de duas a três vezes dentro da cera derretida. Esperamos esfriar e retiramos os bombons de pólen cobertos pela camada de cera prontos para serem servidos as colônias.

Depois de pronto basta colocar no cantinho da caixa para que sejam fixados pelas abelhas. Não demora muito e todo alimento passa a ser consumido pelas abelhas sem nenhum tipo de rejeição. 



Devemos lembrar que o pólen é o principal responsável pela qualidade da postura de nossas colônias, a presença desse alimento é extremamente importante para um rápido crescimento na ovoposição realizada pela rainha.

Assim fica a dica, estando a colônia sem pólen natural devemos fornecer a ração proteica para manter o ritmo de crescimento saudável de nossas abelhas.

att,

Mossoró, em 14 de abril de 2014.



Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão


quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Amor-Agarradinho (plantas meliferas)

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Hoje vou falar de umas das trepadeiras mais charmosas que conheço, o amor-agarradinho.

De nome cientifício antigonon leptopus, também conhecida popularmente como amor-entrelaçado, bela-mexicana, cipó-coral, cipó-mel, coralita, lágrima-de-noiva etc. É uma ótima opção para jardins, pois tem grande atratividade para as abelhas, suas flores são visitadas por todas as abelhas, borboletas e muitos beija-flores.


Essa planta possui uma bela explosão de flores de coloração rosa, o que provoca um ar muito romântico a qualquer ambiente. As inflorescências são compostas de muitas flores rosadas ou brancas, dependendo da variedade, e se formam durante a primavera e o verão. 



É semi-lenhosa, mas não tanto vigor, essa característica concede a mesma ficilidade para adaptação a praticamente qualquer tipo de suporte, desde cercas vivas até arcos de decoração. Suas folhas são bem fechadas e proporcionam um bela sombra para todas as estações do ano. 

Devem ser cultivados a pleno sol em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. As adubações periódicas estimulam uma floração intensa. Multiplica-se por sementes, estaquia e alporquia.

att,

Mossoró/RN, 03 de abril de 2014.

Kalhil Pereira França
Mossoró/RN


terça-feira, 1 de abril de 2014

Sucesso total do nosso 1º Curso de Meliponicultura!!!

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Entre os dias 22 e 23 de março do corrente ano realizamos nosso 1º Curso de Meliponicultura em Mossoró/RN. O evento foi um grande sucesso e contou com a participação de 12 novos iniciantes na atividade.


Recebemos nossos alunos na Loja Maçônica Jacques Demolay de Mossoró, local escolhido para a aula teórica que durou toda manhã do dia 22. Iniciamos nossas atividades esclarecendo as peculiaridades das abelhas sem ferrão, demonstrando sua importância para biodiversidade da nossa flora nativa.


Abordamos ainda todos os conhecimentos básicos de biologia desses animais, notadamente as diferenças entre as respectivas castas: rainha, operárias e machos. Logo em seguida fizemos uma pequena pausa para coffee break e demonstração de caixas racionais e 05 espécies de abelhas sem ferrão atualmente criadas em nossos meliponários.



Após intervalo continuamos falando sobre as características dos diferentes processos de formação de rainha entre meliponas e trigonas, estruturas dos ninhos, tipos de caixas para abelhas sem ferrão, métodos de multiplicação, manejo de inspeção periódica, alimentação artificial proteica e energética, inimigos naturais e suas formas de prevenir, forídeos, instrumentos para manejo, colheita, envase e armazenamento do mel das abelhas sem ferrão.


No segundo dia, também pela manhã, realizamos todas as atividades necessárias para o primeiro contato com o manejo das abelhas sem ferrão. Tivemos o prazer de realizar várias inspeções e algumas divisões de Uruçu Verdadeira e Jandaíra.





Ao final do curso sorteamos entre os participantes do curso dois exemplares do Livro "Guia de Plantas Visitadas Por Abelhas Na Caatinga" e duas colônias de Jandaíra.





Foram dois dias muito prazerosos, onde tivemos a oportunidade de mergulhar no fascinante mundo das abelhas sem ferrão. Acredito que foi bastante prazeroso para todos, especialmente para todos que fazem o Meliponário do Sertão.

Ainda esse ano, devido a grande procura, faremos outro curso no intuito de divulgar a meliponicultura e estimular os amantes da natureza a criarem nossas amáveis abelhas sem ferrão.

att,

Mossoró/RN, 1º de Abril de 2014.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

quarta-feira, 19 de março de 2014

Últimas informações sobre o Curso de Meliponicultura

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Prezados amigos inscritos no Nosso Curso de Capacitação de Meliponicultura,

 
Cronograma de atividades do Curso (dia 22 e 23 de março do corrente ano)


Dia 22/03/14 (Local: Loja Maçônica Jacques Demolay, rua José de Almeida, 21 - bairro nova betânia, por trás do Pitsburg de Mossoró/RN)


1- Chegada dos participantes: 8:00h às 08:30h

2- Início das atividades (parte teórica): 08:30h às 10:00h

3- Pausa para coffee break : 10h às 10:15h

4- Retomada das atividades (parte teórica): 10:15h às 11:30h
 

 Dia 23/03/14 (Local: Loja Maçônica Jacques Demolay, bairro nova betânia, por trás do Pitsburg de Mossoró/RN) 

1- Chegada dos participantes: 8:00h às 08:30h

2- Início das atividades (parte prática): 08:30h às 10:00h

3- Pausa para coffee break : 10h às 10:15h

4- Retomada das atividades (parte prática): 10:15h às 11:30h

Para chegar ao local basta pegar a av. João da Escóssia com direção ao Shoping, após a passar pela praça do Rotary, entrar na segunda rua a esquerda (rua Rita Silvana de Moura), em seguida a próxima a direita (rua Moisés da Costa) e em seguida a próxima a esquerda (rua José de Almeida, 21).



quarta-feira, 12 de março de 2014

Pinturas de Caixa Racional

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A pedido do amigo meliponicultor Kleinberg Frota, vou registrar algumas considerações sobre pinturas de caixa racional para abelhas sem ferrão. 

Antes de mais nada, informo que estou à disposição para postar sobre qualquer assunto ligado as abelhas sem ferrão, quem tiver interesse em algum assunto específico, basta nos encaminhar e-mail sobre o tema e teremos a satisfação em abordar.

Basicamente, podemos pintar as caixas com tinta acrílica ou com verniz. Há ainda quem pinte com uma mistura de álcool e geoprópolis, dá um certo trabalho mas fica bem legal.


Eu tenho nesses anos utilizado principalmente a tinta acrílica, pela possibilidade de colorir as caixas, geralmente aplico duas mãos de tinta, tomando sempre o cuidado para não deixar pingar tinta dentro, pois o cheiro é muito forte. 
 
É recomendável deixar pelo menos uma semana as caixas secando para reduzir todo o cheiro da tinta, assim não teremos problemas com rejeição pelas abelhas. A pintura das caixas alonga a vida das caixas pois proporciona maior proteção contra sol e chuva, além de reduzir a absorção de umidade na madeira.

Informo apenas que recomenda-se não pintar as caixas para produção de mel orgânico, pois essa é uma exigência das normas para obtenção desse tipo de registro.

terça-feira, 11 de março de 2014

Manejo: discos maduros x discos novos

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Estamos ansiosos para o nosso 1º Curso de Meliponicultura em Mossoró/RN (22 e 23 de março). Na verdade, esse trabalho será o resumo aprimorado de todas as nossas capacitações já realizadas ao longo desses 10 anos de criação. Nossa expectativa, pela quantidade de inscritos, é receber um público significativa no intuito de divulgar a maravilhosa arte de criar abelhas sem ferrão.

Uma das curiosidades no manejo das abelhas será a demonstração e correto manipulação de discos de cria para formação de novas colônias. Aqui trago apenas uma pequena explanação das características e cuidados necessários durante a manipulação dos discos de cria para divisão.

Observando a foto abaixo, podemos notar dois grupo de discos bem distintos, um mais escuro e outro grupo mais claro. O grupo mais escuro é composto por postura recente, também chamada de "discos verdes". Esse conjunto de células deve ser manipulado com muito cuidado, pois é muito sensível, amassam com facilidade devido a grande presença de alimento larval e ovos pequenos.

Esse conjunto de cria não serve para a formação de novas colônias, pois as células desse conjunto ainda estão em fase inicial de desenvolvimento. Goram com facilidade, por isso devemos evitar, acima de tudo, bater ou virar esse conjunto para não afogar os ovos no alimento larval.

 
Já o segundo grupo é formado basicamente por abelhas em fase final de desenvolvimento, são células de cria onde o ovo já passou por todas ou quase todas as fases da metamorfose necessária a criação da abelha. São, do mesmo modo que os primeiros, sensíveis a toque, podem amassam se não forem manipulados com cuidado, contudo são mais fáceis para serem retirados da caixa, pois não se rompem com a mesma facilidade dos discos escuros.


Percebam que no conjunto de discos que seguro, os dois grupos de discos estão em postura padrão (sobrepostos), na medida que as abelhas formam os discos, os mais velhos, que seguram os mais recentes por meio de pilastras de cera, se tornam maduros e adequados para utilizarmos no processo divisório.

Curiosamente, existem postura contínuas em espiral, que serão demonstradas durante nossas aulas. Durante o curso ensinaremos todas as técnicas necessárias ao bom manejo e os conhecimento básicos de biologia das abelhas sem ferrão. 

att,

Mossoró, 11 de março de 2014.


Kalhil Pereira França
 Meliponário do Sertão 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bom Carnaval a todos!!!

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Quero desejar a todos um bom Carnaval, se dirigir não beba, se beber não dirija!!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Forrageamento (entrada de pólen nos enxames) !!!

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Hoje pela manhã acordei bem cedo para acompanhar o trabalho intenso das Uruçus. Meu objetivo era observar como estava a florada, queria saber se as abelhas estavam encontrando pólen para sua alimentação. 

As abelhas saem bem cedo para trabalhar, na verdade, quase madrugam, coisa de no máximo 5:30h já estão no mundo atrás de néctar e pólen. Geralmente, as primeiras horas da manhã é dedicada a coleta de pólen, pois é nesse horário que a maioria das plantas encontra as condições ideias para abertura dos botões florais.

Como podemos ver no conjunto de fotos acima, há significativa entrada de pólen, devo confessar que durante as minhas observações vi colorações diferentes, indicando que as abelhas estão encontrando boa diversidade de flora apícola para suas atividades.

Agora é só esperar o bom andamento das posturas e realizar rápidas inspeções semanais e deixar que as abelhas façam o que melhor sabem fazer... viverem em paz... sigamos o exemplo.

att,

Mossoró/RN, 20 de fevereiro de 2014.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dia de inspeção nas novas moradoras...

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Ontem estive a inspecionar minhas novas moradoras. Durante a visita ao nobre amigo Rivan Fernandes o mesmo separou algumas colônias de Uruçu Nordestina para que novamente eu pudesse iniciar minha criação. Tenho um carinho muito especial por essa espécie. São abelhas muito produtivas e que se bem manejadas podem ser facilmente multiplicadas.

Trouxe de Natal 11 colônias, a grande maioria são enxames que foram bastante manejados por Rivan e por isso estão com população e crias ainda muito pequenas. 

Por esse motivo, estou dando um descanso as colônias no sentido que recuperar sua força, praticamente nenhuma das minhas caixas está em estado de divisão, mas são enxames estabilizados, com boa população e bom nível de postura.



As colônias possuem ótimas reservas de alimento, por esse motivo não tenho me preocupado com alimentação artificial, porém estou acompanhando as posturas, pois já percebi que algumas rainhas já se apresentam muito escuras, sinal de idade avançada.

Ao observar o ninho abaixo, especialmente a área das crias recém posta, percebi uma significativa destruição de crias, mas isso se deve certamente ao fato das colônias terem viajado mais de 300km, os balanços e pancadas na mala do carro devem ter provocado a morte dos ovos por afogamento no alimento larval.


Isso é tão perceptível, que ao visualizar esse outro enxame abaixo observamos que o ninho que está por baixo está virado, sinal que ele se desprendeu durante a viagem e emborcou. Percebam que as abelhas estão corrigindo esse problema criando um novo disco agora na posição certa.


Das 11 Colônias, apenas 2 estão com discos de cria em excelente desenvolvimento, quase chegando na tampa, percebi uma pequena falha na postura nesta colônia abaixo, porém nada significativo, são apenas 5 crias novas que foram destruídas, número irrelevante numa postura de quase 300 células de cria. 


Enfim, mesmo com poucas crias, percebo que todos os enxames gozam de boa recuperação e de um bom ritmo de postura pelas rainhas, minha expectativa é que dentro de 90 dias eu já posso realizar a primeira divisão dessas novas matrizes. 



Mas pra isso acontecer será preciso turbinar a alimentação proteica, pois não é o xarope que compõe o alimento larval fornecido as novas crias, mas muito pólen em forma de mingau. 

Em breve postarei aqui novamente um receita à base de farinha de soja e mel para substituir o pólen natural no intuito de melhorar a alimentação das nossas queridas amigas sem ferrão.

att,

Mossoró/RN, em 19 de fevereiro de 2014


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão  
 





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